PREVISÃO DE ATIVIDADE SEMANA DE COMBATE AO BULLYING, CYBERBULLYING E PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS.
PARTICIPANTES - CONVIDADOS MÁXIMO 16 ALUNOS
TURMA DIVIDIDA EM SEIS GRUPOS. CADA GRUPO FICARÁ COM UMA ETAPA
grupo 1 PRIMEIRO MOMENTO - SENSIBILIZAÇÃO
Apresentação do tema e socialização dos motivos da participação na exposição.
1. Solicitar que os estudantes se apresentem e expliquem a motivação da sua participação. Pedir que preencham com um x ao lado do quadro de acordo com sua motivação para estar presente na exposição.
Quadro motivação
Você já passou por isso
Deseja saber mais sobre o assunto
Conhece pessoas que passaram
Você já praticou bullying
Quer aprender como evitar e identificar
2. Perguntar se sabem definir o que é bullying e cyberbullying e se os mesmos podem ser considerados como uma forma de violência.
3. Explicar o objetivo da exposição
grupo 2 1ª DINÂMICA
Promover uma discussão entre os estudantes sobre a temática: “diversidade de virtudes”:
Orientação: em duplas, distribuir uma folha para cada participante e orientá-los para que cada um deles escreva o nome de sua dupla e, a partir da conversa que terão entre si, descrever três características que os aproxima e três características que os distancia (deve ser individual e sem revelar ao colega). Após isso, cada participante deverá realizar a exposição das características anotadas no papel.
Reflexões para o grupo - cartaz
a) Será que prestamos atenção nas pessoas? Percebemos que o que não nos incomoda a primeira vista, pode incomodar o outro?
b) O que podemos fazer quando nos sentimos incomodados?
c) É natural termos discordâncias? O mundo ideal seria o mundo feito só do que nos aproxima? Mas a diversidade e a diferença não enriquece nossas vidas? O que falta então para convivermos melhor?
d) Podemos concluir que todos somos diferentes e temos virtudes também. Que tal darmos ênfase no que temos de bom e trabalhar o que não é? Vamos conhecer mais sobre o tema?
3 grupo SEGUNDO MOMENTO - O QUE É BULLYING?
Apresentação do conceito de bullying e suas características técnicas
a)Interpretar ( breve ) uma cena de bullying
Conversar com o grupo sobre a cena e o que pensam sobre essas atitudes no espaço escolar, se caracterizam aquela atitude como violência, embora nem sempre tenha uma agressão física. Perguntar como se sentiram.
b) Apresentar em Cartaz o conceito de bullying e cyberbullying
Bullying é uma palavra de origem inglesa adotada em muitos países para designar comportamentos agressivos e antissociais. Compreende todas as formas de atitudes agressivas, realizadas de forma voluntária e repetitiva, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro/s, causando dor e angústia e realizada dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima.
Para uma ação ser caracterizada como bullying ela precisa:
da intenção clara do agressor em ferir o alvo, sem motivação aparente.
ser repetida contra a mesma pessoa ou grupo de pessoas.
ser repetida ao longo do tempo.
apresentar uma disparidade de poder que dificulte a defesa da vítima.
Essas intimidações podem acontecer de diferentes formas, como por exemplo:
ataques físicos
insultos pessoais ou piadas ofensivas
comentários sistemáticos e apelidos pejorativos
ameaças por quaisquer meios
grafites e desenhos depreciativos
expressões preconceituosas
isolamento social consciente e premeditado
Apresentar em Cartaz as características técnicas
Uma das principais diferenças entre a intimidação sistemática (bullying) e as manifestações agressivas esporádicas (desentendimentos) mais comuns que acontecem entre os estudantes é a sua repetição.
c) Apresentar aos estudantes a Lei 13.185/2015, enfocando a definição de bullying, como intimidação sistemática e alertando para os atos que não se caracterizam como bullying.
Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.
4 grupo 2ª DINÂMICA
Se colocar no lugar do outro
1. Atividade para desenvolver empatia:
Cada estudante deve escrever em um papel algum defeito, dificuldade, vergonha, sem se identificar. As respostas serão colocadas em balões que, ao som de uma música, serão trocados entre os estudantes. Ao parar a música, os adolescentes poderão ler o que foi escrito por um colega. O grupo realizará então perguntas, como: Alguém também se sente da mesma maneira? Alguém apresenta a mesma dificuldade? Posteriormente levantar questões como: se todos nós temos "defeitos", "dificuldades" porque apontamos nos outros e magoamos uns aos outros? Não deveríamos unir forças para nos fortalecer?
Pedir que o grupo faça uma imagem a partir da união de todos para representar a união e a força. Exemplos
grupo 5 TERCEIRO MOMENTO - COMO ACONTECE O BULLYING
Apresentação da dinâmica do bullying e as características dos protagonistas: vítimas, vítimas provocadoras, vítimas-agressores, agressores e espectadores
DINÃMICA
O bullying pode ser exercido por indivíduos ou por grupos, de maior ou menor tamanho. O bullying também afeta outros estudantes além do autor e da vítima, como aqueles que o presenciam ou testemunham.
Os agressores necessitam da confusão, do medo e da sensação de impotência das suas vítimas, bem como do silêncio dos que estão ao seu redor.
Uma característica peculiar da dinâmica do bullying é a frequente proximidade entre o autor do bullying (agressor) e o alvo (vítima). Normalmente estudam na mesma sala de aula e/ou frequentam os mesmos lugares.
PROTAGONISTAS - PERSONAGENSPodemos caracterizar os protagonistas que estão envolvidos na dinâmica do bullying em cinco. São eles:VÍTIMASEstudantes considerados diferentes: tímidos, retraídos, passivos, submissos, ansiosos, temerosos, com dificuldade de defesa, de expressão e de relacionamento. Além disso, as diferenças de raça, religião, orientação sexual, sotaque, maneiras de ser e se vestir podem potencializar o bullying.
AGRESSORESEstudantes que se valem da força física ou habilidade psicoemocional para aterrorizar os mais fracos e indefesos. Geralmente são prepotentes, arrogantes, com grande capacidade de liderança e persuasão e utilizam de suas capacidades de liderança para submeter outros a seu domínio.
VÍTIMASAGRESSORASAquelas que são ou foram vitimizadas e que acabam reproduzindo os maus-tratos sofridos. Integram-se a grupos para hostilizar seu agressor ou elegem uma outra vítima como “bode expiatório”.
ESPECTADORESSão aqueles que presenciam o bullying, porém não o sofrem nem o praticam. Representa a grande maioria dos estudantes que convive com o problema e adota a lei do silêncio.
VÍTIMASPROVOCADORASAquelas que provocam e atraem reações agressivas sem conseguir lidar com as consequências; podem ser hiperativas, inquietas, dispersivas e ofensoras; são de modo geral de costumes irritantes e quase sempre responsáveis por causar tensões no ambiente em que se encontram
Dicas para incentivar uma contribuição positiva dos espectadores
Informar aos espectadores que:
O envolvimento faz toda a diferença.
Os espectadores não devem se juntar ao agressor e sempre que possível, devem ser solidários a pessoa que está sendo agredida.
Incentivar outros espectadores a colaborar.
Ajudar a vítima a sair da situação, buscando afastá-la da agressão.
Procurar ajuda de um adulto.
grupo 6 AS CONSEQUÊNCIAS
O bullying não pode passar desapercebido aos profissionais da educação, pois os problemas causados por ele são muitos, são graves e afetam as vítimas, seus agressores e também as testemunhas das agressões.
No caso das vítimas, o bullying pode interferir na autoestima, concentração, motivação para os estudos e rendimento escolar, causando muitas vezes a reprovação do estudante e até sua saída da escola. Quando ocorre a longo prazo, a intimidação sistemática pode ainda causar transtornos emocionais graves como: bulimia, anorexia, depressão, fobia social, ansiedade generalizada e ideias suicidas.
Dinâmicas para o Ensino Fundamental Três cartazes com três dinâmicas para aprensentar mostrando sugestões para trabalhar com o Ensino Fundamental.
Exemplo:
ATIVIDADE 1 NOME DA ATIVIDADE: Jogo dos balões MATERIAIS DE APOIO NECESSÁRIOS: aparelho de som e um CD de música animada, quatro balões de ar com tiras de perguntas em seu interior.
OBJETIVO(S) DA ATIVIDADE: discutir alternativas para lidar com situações como bullying e cyberbullying sem usar agressividade e/ou violência.
.DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: - Solicite que formem um único círculo. - Informe que você colocará uma música e que, enquanto isso, um balão de ar passará de mão em mão. - Explique que quando você parar a música, quem estiver com o balão deverá estourá-lo e pegar a tira de papel que estiver dentro dele (exemplos dessas tiras encontram-se ao final dessa atividade). Em cada uma das tiras há uma situação relacionada ao bullying. - A pessoa que ficou com o balão deverá ler a frase e completá-la. Mas há uma regra: a frase deverá ser completada sem ser usado nenhum tipo de violência. Por exemplo: Os amigos de João vivem dizendo que ele “fede” devido à cor da sua pele. Daí, João respondeu que no Brasil o racismo é crime, e que eles poderiam ser denunciados por conta disso. - Se a pessoa que tiver que continuar a frase não souber, quem estiver à sua direita responde. As outras pessoas poderão ajudar quando necessário.
Caso 1Maricota é zoada pelos seus colegas por conta do seu sotaque pernambucano. Na semana passada, Maricota errou na hora de chutar a bola e um colega a chamou de “baiana burra”. A partir daí, sua vida virou um inferno. Era só passar pelos corredores que escutava alguém pedindo um acarajé ou chamando-a de “cabeça chata”. Maricota, então, .......
Caso 2 Júlio tem um problema físico e, por conta disso, caminha com certa dificuldade. Um dia, passeando com os colegas, eles começaram a dizer que jamais a Lúcia – a menina de quem Júlio gosta – ficaria com ele por conta do seu problema. Pouco depois, seus colegas começaram a rir do jeito dele andar, chamando-o de “pata choca”. Essa situação continuou a acontecer na escola. Júlio resolveu que .....
grupo 7 QUARTO MOMENTO - A LEGISLAÇÃO ATUAL
EXPOSIÇÃO COM CARTAZES SOBRE A LEGISLAÇÃO VIGENTE
https://www.mprs.mp.br/media/areas/imprensa/arquivos/bullyinecybullyinggoquedizalei.pdf ( do slide 1 ao 4)
Dentro da lei 14.811, o art 9º faz uma alteração no ECA
Art. 9º A Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 59-A e 244-C:
Quais são as penalidades para o bullying?
No Brasil, a Lei 14.811/24 estabelece as penalidades para o bullying e o cyberbullying. Para o bullying, a pena é de multa, exceto em casos mais graves, como lesão corporal. No cyberbullying, se realizado pela internet, redes sociais, aplicativos ou jogos online, a pena é de reclusão de dois a quatro anos, além de multa.
A Lei 14.811/2024 representa um avanço significativo na proteção das crianças e adolescentes contra a violência, especialmente nos ambientes escolares. A criminalização do bullying e do cyberbullying reflete o compromisso do Brasil em garantir o direito à segurança e ao bem-estar das futuras gerações.
No entanto, é fundamental que haja conscientização e colaboração de toda a sociedade para combater efetivamente esse problema e garantir um ambiente escolar seguro e acolhedor para todos.
Se as práticas não envolveram crimes mais graves, para o bulliyng, a pena é de multa. E no caso do cyberbulliyng, reclusão, de 2 anos a 4 anos, e multa.
Mas, como isso se aplica quando a prática envolve menores de idade? A advogada Alessandra Borelli explica.
Como posso denunciar casos de bullying?
Se você suspeitar que uma criança ou adolescente está sofrendo bullying, é crucial exigir que a escola tome medidas de proteção. Denuncie os casos ao Conselho Tutelar, Ministério Público ou à delegacia de polícia. Centros educacionais que omitem sua responsabilidade para com os alunos também podem ser denunciados.
O que fazer se meu filho estiver sofrendo bullying na escola?
- Converse com ele: Tente entender melhor a situação e seu dia a dia.
- Procure a escola: Comunique o ocorrido à direção/coordenação.
- Oriente seu filho sobre como reagir: Desenvolva estratégias para superar e prevenir novos casos.
- Busque ajuda profissional: Um psicólogo ou psicopedagogo pode ser fundamental.
- Não incentive a violência: Evite que seu filho reaja com agressões.
- Promova atividades para desenvolver a inteligência emocional em casa.
- Reforce os laços afetivos: Mostre apoio e segurança ao seu filho.
Lembre-se, cada caso é único e pode exigir abordagens específicas, por isso é importante buscar orientação profissional quando necessário.




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