segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

PRÁTICA DE LINGUAGEM II

 PRÁTICA DE LINGUAGEM II 

CONTINUAÇÃO

BNCC


Os eixos de integração considerados na BNCC de Língua Portuguesa são aqueles já consagrados nos documentos curriculares da Área, correspondentes  às práticas de linguagem:

 oralidade, 

leitura/escuta, 

produção (escrita e multissemiótica) 

 análise linguística/semiótica (que envolve conhecimentos linguísticos – sobre o sistema de escrita, o sistema da língua e a norma-padrão –, textuais, discursivos e sobre os modos de organização e os elementos de outras semioses).

Eixo Leitura 

compreende as práticas de linguagem que decorrem

da interação ativa do leitor/ouvinte/espectador com os textos escritos, orais e multissemióticos e de sua interpretação, sendo exemplos as leituras para: 

alguns exemplos: trabalho com projetos de leitura 

 Roda de leitura

 Leitura de receita para confecção de um brinquedo, massinha

 Leitura em jogos de tabuleiro com enigmas...

Leitura para realizar uma experiência em Ciências...

Leitura sobre tema para debate

etc.


Leitura não apenas de um texto escrito: imagens estáticas (foto, pintura, desenho, esquema, gráfico, diagrama) ou em movimento (filmes, vídeos etc.) e ao som (música), que acompanha e cossignifica (signifca junto) em muitos gêneros digitais.

Eixo da Produção de Textos 

compreende as práticas de linguagem relacionadas 

à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos: 

alguns exemplos: 

Produção de textos através de técnicas variadas: através de imagens, textos coletivos com objetos...

 Terminar uma história

Elaborar uma agenda da semana /rotina, 

Explicar o funcionamento de uma brincadeira

Elaborar um mapa 

Construir um álbum de personagens

Produzir um almanaque que retrate as práticas culturais da comunidade

Narrar fatos do cotidiano de forma crítica, lírica...

Descrever, avaliar, recomendar (ou não) um jogo, uma atividade cultural do bairro

etc.

Por meio de situações efetivas de produção de textos pertencentes a gêneros que circulam nos diversos campos de atividade humana.

Eixo da Oralidade 

compreende as práticas de linguagem que ocorrem em situação oral com ou sem contato face a face: 

Alguns exemplos - 

Passar um recado

Brincadeiras como trava-língua

Brinquedos cantados

Imitação 

Declamação de poema com ou sem efeitos sonoros

Contação de história (A história do Meu nome)

Mensagem gravada

Debate

etc.

Envolve também a oralização de textos em situações socialmente significativas e interações e discussões envolvendo temáticas e outras dimensões linguísticas do trabalho nos diferentes campos de atuação.

Eixo da Análise Linguística/Semiótica 

(Refletir sobre a língua)

Envolve os procedimentos e estratégias (meta)cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção de textos (orais, escritos e multissemióticos), das materialidades dos textos, responsáveis por seus efeitos de sentido, seja no que se refere às formas de composição dos textos, determinadas pelos gêneros (orais, escritos e multissemióticos) e pela situação de produção, seja no que se refere aos estilos adotados nos textos, com forte impacto nos efeitos de sentido.

No que diz respeito à linguagem verbal oral e escrita, as formas de composição dos textos dizem respeito à coesão, coerência e organização da progressão temática dos textos...

No caso de textos orais, essa análise envolverá também os elementos próprios da fala – como ritmo, altura, intensidade, clareza de articulação, variedade linguística adotada, estilização etc. –, assim como os elementos **paralinguísticos e cinésicos – postura, expressão facial, gestualidade etc.

Os conhecimentos ortográficos,  morfológicos, sintáticos, textuais, discursivos...


"conhecimentos linguísticos – sobre o sistema de escrita, o sistema da língua e a norma-padrão –, textuais, discursivos e sobre os modos de organização e os elementos de outras semioses”  (BRASIL, 2017, p. 69).

Análise linguística/semiótica (alfabetização)

Essa prática articula-se com as demais e indica explicitamente a sistematização da alfabetização, com a proposta de reflexões sobre o sistema de escrita alfabética e o funcionamento da língua e de outras linguagens.

Observação importante: as práticas de linguagem não são estanques. Há articulações entre elas. Ao trabalhar uma produção de texto, é possível, por exemplo, realizar entrevistas (oral) com registros (escrita), ler textos modelares do mesmo gênero (leitura) e transformar a entrevista em texto escrito (análise linguística).

A consciência fonêmica é uma habilidade essencial para a criança se tornar uma boa leitora. Afinal, quando falamos em alfabetização, entender alguns conceitos é obrigatório para garantir um processo educativo eficiente e os estímulos adequados.
Na teoria, o conceito consiste na percepção das palavras, que, sabemos, são compostas por pequenos sons individuais (fonemas). Na prática, ter essa consciência é ser capaz de perceber, pensar e manipular os sons sem grandes problemas.
O desenvolvimento da habilidade, aliás, está diretamente relacionado ao sucesso da alfabetização. Isso porque as crianças que não entendem ou não conseguem manipular os fonemas das palavras tendem a ter mais dificuldade em aprender a ler e a escrever.

É certo dizer que a consciência fonêmica é uma habilidade da consciência fonológica, tão fundamental quanto a primeira no processo de alfabetização. Uma linha tênue, aliás, separa os dois conceitos, comumente utilizados de forma alternada durante o ensino.

A habilidade de identificar e manipular sons individuais é denominada consciência fonêmica. Ou seja, o falante é capaz de identificar que a diferença entre as palavras faca e vaca está no som inicial que é /f/ em faca e /v/ em vaca, bem como é capaz de identificar e manipular os demais sons dessas palavras. FONTE CEALE

Enquanto a consciência fonêmica diz respeito à habilidade de manipular sons individuais ou fonemas conscientemente, a consciência fonológica está relacionada à habilidade de manipular não apenas os sons individuais, mas também as sílabas, as partes das sílabas e as palavras.

 Além de identificar sons individuais, um falante é capaz de separar palavras em sílabas, perceber o tamanho de uma palavra em relação a outra, identificar semelhanças sonoras entre palavras ou parte das palavras e é também capaz de segmentar e manipular sílabas e sons (rimar ou substituir sons específicos). O conjunto dessas habilidades é denominado  consciência fonológica. Ou seja, o falante tem consciência de que as palavras faca e vaca têm duas sílabas e de que a palavra lavada tem três sílabas. O falante tem consciência de que todas as sílabas das palavras apresentadas são formadas por (consoante + vogal) e de que na palavra vasta a primeira sílaba é formada por (consoante + vogal + consoante). O falante é capaz de identificar que as palavras faz e traz rimam devido à sua porção final.

Podemos dizer que o conceito de consciência fonológica é mais abrangente do que o de consciência fonêmica. Enquanto a consciência fonêmica diz respeito à habilidade de conscientemente manipular sons individuais ou fonemas que compõem uma palavra, a consciência fonológica diz respeito à habilidade de conscientemente manipular não apenas os sons individuais, mas também as sílabas, as partes das sílabas (rimar) e as palavras. Vários estudos demonstraram a importância do desenvolvimento da consciência fonológica para a aquisição da leitura e escrita e mostram que atrasos nesse processo de aquisição estão relacionados a lacunas no desenvolvimento da consciência fonológica. Portanto, o desenvolvimento da consciência fonológica favorece a generalização e a memorização das relações entre as letras e os sons. FONTE CEALE

Assim, mais do que identificar letras, dominar estas habilidades é ser capaz de:

  • Identificar o primeiro ou o último som de uma palavra;
  • Entender palavras que rimam;
  • Reconhecer o número de sílabas em um nome; e
  • Segmentar uma frase em palavras.


Brincadeiras com palmas, concursos de soletrar ou atividades de subtração e adição de fonemas são boas estratégias para quem deseja um ensino mais dinâmico e divertido. A ideia é sempre estimular as crianças a formarem palavras novas, combinando os fonemas.

fonte: https://www.alex.pro.br/BNCC%20L%C3%ADngua%20Portuguesa.pdf

*O funcionamento de uma língua envolve a articulação de vários componentes: a relação entre os sons (fonologia), a estruturação de palavras (morfologia), a organização das palavras em frases (sintaxe), o significado das palavras (semântica). Além destes, temos o conhecimento textual-discursivo que se refere aos modos de produção e recepção dos textos em diferentes situações de comunicação. O conhecimento desse funcionamento da língua é, para os falantes, um conhecimento implícito, derivado de uma capacidade de linguagem que nos permite adquirir e dominar uma língua. É importante, assim, diferenciar conhecimento linguístico de conhecimento da gramática normativa.... https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/conhecimento-linguistico

**A Lingüística é o estudo científico da linguagem verbal humana 

** Elementos paralinguísticos e cinésicos


Os elementos paralinguísticos são aqueles que complementam a comunicação e muitas vezes passam subentendidos na interação interpessoal, como risos, suspiros, pausas, silêncio, tom de voz, ritmo, respiração e hesitações. Estes elementos fazem parte de expressão corporal e estados emocionais, revelados em atitudes comportamentais diante dos nossos momentos de fala. A comunicação verbal e não verbal acontece em níveis simultâneos em nosso cérebro, desta forma os elementos paralinguísticos fazem parte da nossa oralidade, e são especialmente voltados para um reforço da fala. Cinésicos: movimentos, gestos, ...


Nenhum comentário:

Postar um comentário

3º TRIMESTRE - TRABALHO (3,0) FTMEF / FTMEJA/ PDAE

TRABALHO SOBRE O COMPONENTE CURRICULAR HISTÓRIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL A HISTÓRIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENT...